Situamo-nos!
À procura de um espaço comum

Vivemos enleadas num mundo alicerçado na dominaçom, a exploraçom e a dependência. Vidas à solitárias guiadas pelo individualismo, o consumismo e o controlo. Relaçons turbadas pelo hetero-patriarcado,o sonambulismo tecnológico e a exploraçom animal. Comunidades dominadas por estados e mercados. Territórios espoliados e guiados por inquestionáveis processos de mercantilizaçom, industrializaçom, urbanizaçom e artificializaçom. Um modelo de sociedade ligado historicamente à ideia de “progresso” e "desenvolvimento" ilimitado e universal. Um mundo em colapso civilizatório (ecológico, social, financeiro, económico, energético, político, moral...) que se mostra cada vez mais percetível nas nossas vidas. 

Frente a isto, som numerosas as iniciativas e energias individuais e coletivas em resistência, mergulhadas na construçom de espaços em mao comum à margem de estados e mercados capitalistas. Comunidades autogestionárias a construir laços de solidariedade e apoio mútuo. Povos aos que nom nos convencem aquelas traficantes de sonhos e panaceias que pressagiam a salvaçom deste sistema insustentável e depredador. Desertamos desse exército do conformismo e da adesom ao regime que o promove e sustenta (em qualquer das suas variantes).

Somos muitas! Mesmo sem nos conhecer, reconhecemo-nos por montes, veigas e ruas! Cúmplices na hostilidade contra o estado e na confiança no poder(io) da gente auto-organizada.

Abandonar a vida ao amparo da autoridade é fácil; o difícil é sobreviver à intempérie. Por isso nos reunimos arredor de múltiplas e diversas lumieiras espalhadas polo território, acendidas para alumiar caminhos, espaços, momentos e projectos autogestionários que geram e compoem umha nova geografia, umha nova linguagem, umha nova olhada que se deita sobre a Galiza.


Quen somos

Somos un fato de desertoras decididas a abrir fendas por onde entre o oxigénio que avive esses lumes, a acender outros novos e a conectar os que já existem. Projetos que tenhem em comum a autogestom, a crítica radical ao sistema a atual e a construçom de umha nova realidade. Umha iniciativa que agroma no rural para tecer alianças com formas de vida em dissidência que pervivem no espaço urbano